quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Hoje abordaremos um assunto que atinge muitos, mas muitos casais no Mundo inteiro, o dificil convívio debaixo do mesmo teto entre duas pessoas, e, tudo o que pode ocasionar, caso não se entendam.
Vamos começar falando à respeito do ciúmes, quando passa dos limites. Da atração, paixão, obsessão.





Poderia o ciúme acabar com o relacionamento?




27 March 2009 18 Comentários       Postado por Rafael R
Coração e o ciúmeDefinitivamente, eu sou uma pessoa ciumenta. Sempre foi assim, desde que tive meu primeiro relacionamento. Talvez eu não seja exagerado em relação a isso, já que nunca discuti na rua, nunca briguei de forma mais séria por isso, mas já fui pra casa nervoso a ponto de ir sentido zona sul (eu moro na zona norte) e só perceber o equívoco quando notei que já tava perigosamente próximo de uma favela que eu sequer sei o nome. O fato é que em qualquer tipo de relacionamento, o ciúme sempre vai ser algo presente, quer a gente queira ou não. Qualquer pessoa no mundo que já teve um relacionamento pode nos contar uma história relacionada a isso, e infelizmente nem sempre as histórias têm finais felizes. Recentemente mesmo, podemos citar o caso do Janken, que acabou desferindo golpes de faca contra a ex-mulher, deixando seu filho orfão de pai e mãe, já que provavelmente ele vai ficar preso por algum tempo. Fatalidades de lado, até que ponto o ciúme é bom ou ruim? Como fazer pra controlar o ciúme? É possível viver inseguro e enciumado o tempo todo? O lado feliz dessa história é que, com o tempo, eu aprendi a controlar o meu ciúme. E o lado infeliz é que o máximo que posso fazer por você é tentar explicar algumas coisas, já que não existe receita mágica contra isso.

O ciúme bom

Demonstrar o ciúme é bom e passa uma sensação de carinho, de cuidado. Faça perguntas que satisfaçam sua curiosidade, mas não passe dos limites. É normal se preocupar com quem a gente gosta da mesma forma que é normal sentirmos isso de vez em quando. A única coisa que deve te preocupar é que ciúmes demais acabam desgastando o relacionamento, e depois que isso acontecer a coisa pode não ter volta. Evite chegar ao limite, controlando-se. Lembre-se sempre que se a pessoa está com você é porque ela te ama. Não tenha dúvidas disso, mas se tiver, pergunte a ela. É fácil.

O ciúme ruim

Ninguém gosta de gente desconfiada demais. Ainda mais quando você tem a cabeça tranquila por não ter feito nada que não deveria. Entenda que você namora a pessoa mas não é dona dela, não pode nem deve querer controlar todos os seus passos. Cada um tem a sua própria vida, independente da relação, e isso deve ser respeitado sempre. Por mais difícil que seja perceber isso, depois que você acordar pra esse detalhe, ficará bem mais fácil se controlar em situações que antes fariam com que você perdesse completamente a cabeça e a calma. Você está com alguém que te ama, lembre-se sempre disso.

Nem mais, nem menos, ache o equilíbrio

Cada pessoa tem um ponto de equilíbrio, o que naturalmente já torna mais difícil você achar alguém que tenha o mesmo equilíbrio com as coisas que você. Mas se querem construir uma relação bacana, sem desconfianças, sem armadilhas, procure o equilíbrio nesse quesito também. Se por acaso perceber que seu parceiro/a está pegando pesado demais, dê a dica. Se for você quem está pegando pesado, repense suas atitudes. Posso garantir, sem conhecer você, que não vale a pena por tudo a perder por causa de ciúmes. Até porque, meu amigo, depois que tudo acaba… ai não adianta mais chorar, né? Abra os olhos.
Participe deixando sua história de ciúme, como você conseguiu controlar o seu, como você conseguiu controlar seu parceiro. Essa discussão pode ser interessante pra muita gente.
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Ciúme no relacionamento

mulher com correntes prendendo homem
Shutterstock
Você já sentiu ciúme alguma vez na vida? Muito provável que a resposta seja positiva. Pois é, este monstro de olhos verdes, assim descrito por Shakespeare, parece sempre rondar os relacionamentos amorosos. Ele é uma emoção instintiva, natural, um sinal de alerta de que o parceiro pode ser "perdido" para um concorrente.
Pesquisas realizadas nas áreas da biologia e psicologia evolucionista mostram que os homens tornam-se muito mais ciumentos sobre a infidelidade sexual do que sobre a infidelidade emocional. As mulheres são o oposto, ou seja, são mais ciumentas quando há traição com envolvimento emocional do parceiro.
Uma das teorias afirma que essa diferença tem origem nos ancestrais homens das cavernas que eram rigorosos vigilantes em relação ao sexo porque eles não tinham absoluta certeza de que seriam os pais dos filhotes de sua parceira. Manter e proteger filhotes de um concorrente não seria produtivo, pois despenderia muita energia e recursos para uma prole alheia.
Por outro lado, as mulheres tinham mais receio de um envolvimento emocional amoroso do parceiro com a "outra", pois perderiam a proteção e os recursos para a própria sobrevivência e dos seus filhos.

Ciúme no relacionamento
Homem olhando para outra mulher
Shutterstock
Um novo estudo feito na Pennsylvania State University, Estados Unidos, sugere uma explicação alternativa para essa diferença biológica. Os pesquisadores não questionam a diferença sexual fundamental a respeito do ciúme, eles adicionam um elemento para essa diferença. Afirmam que a diferença pode estar enraizada mais nas diferenças individuais, na personalidade, do que simplesmente ser o resultado do histórico de relacionamentos amorosos de cada um.
Pessoas que afirmaram ter ciúme de relacionamento unicamente sexual tendiam no seu histórico de relacionamentos anteriores à rejeição ou resistência à criação de vínculos, denominados de "tipos de ligação". Esses tipos de ligação ou vínculo são baseados na ideia de que nossas respostas às situações perigosas ou aflitivas estão radicadas no comportamento dos nossos pais e nas experiências da infância.
Tanto homens como mulheres com "estilos de ligação" para a rejeição, cujos pais tendiam a ter comportamentos distantes e frios, evitam a intimidade e empenham-se para manter a independência, o que faz que sintam e reajam mais intensamente à infidelidade física (sexual) do que à emocional. Os psicólogos afirmam que essa pode ser uma estratégia de defesa, uma proteção contra sentimentos, "profundamente guardados" de vulnerabilidade.
Aliás, os estudos indicam que os homens geralmente são mais "propensos" aos tipos de "ligação de rejeição" do que as mulheres, o que pode ajudar a explicar tal diferença entre os sexos. Portanto, a influência de elementos psicológicos, culturais e ambientais, além do DNA, pode ter um papel importante quando o ciúme resolve invadir um relacionamento

Ciúme no relacionamento


Homem olhando celular da mulher
Shutterstock
  1. Identifique a causa, a circunstância ou a situação que provoca o ciúme. Questione se você tem alguma prova real que pode colocar seu relacionamento em perigo.
  2. Faça uma avaliação realista e neutra da causa do ciúme.
  3. Considere as explicações do outro lado de forma mais racional possível. Questione se você está criando motivos para o parceiro ter "comportamentos suspeitos" com outra pessoa.
  4. Esforce-se para construir sentimentos de confiança, respeito e cumplicidade no seu relacionamento, compartilhe segredos com seu parceiro e estimule-o a fazer o mesmo.
  5. Evite situações que podem ser os "gatilhos" para o ciúme, tais como ir a um restaurante em que ele frequentava com a ex.
Se houver a construção gradual e paciente de um vínculo livre entre dois adultos independentes, é muito provável que sentimentos de posse não terão vez entre o casal. Leia mais sobre atração, paixão e obsessão.

Atração, paixão e obsessão

A paixão mexe com os hormônios
Acredita-se que um dos momentos biológicos mais propícios para se apaixonar ocorre quando estamos vivendo situações emocionais extremas, como alegria, tristeza ou excitação em demasia, pois o cérebro fica repleto das substâncias dopamina, noradrenalina e serotonina. Elas podem nos predispor quimicamente à paixão e, então, talvez aconteça o tão sonhado amor à primeira vista.

Atração, paixão e obsessão

Será que ele vai ligar?
Os sistemas químicos que participam na formação do vínculo amoroso entre os parceiros podem ser também poderosos estimuladores da ansiedade. Quem nunca se sentiu inseguro e/ou ansioso com aquele friozinho na barriga quando trocou os primeiros olhares e palavras com o parceiro escolhido?
Para explicar este paradoxo, os estudiosos têm afirmado que os seres humanos são ansiosos até que um vínculo social é conquistado e, uma vez que isso ocorra, é provável, embora não necessário, que a ansiedade seja substituída por sentimentos positivos de estabilidade, aconchego, integração e prazer de estar ao lado da outra pessoa.
Outro dado curioso a respeito da atração é que ela se caracteriza por ser um estado mental alterado com entusiasmo ou júbilo semelhante à fase hipomaníaca da doença ou transtorno bipolar, com aumento dos níveis de dopamina e noradrenalina.

Atração, paixão e obsessão


A imagem do amado vira obsessão
Outros componentes da atração são representados por comportamentos padrões específicos que evocam uma resposta de reciprocidade ("no mundo, só existe o meu amado e somente eu existo para ele") e pensamentos intrusivos ("o meu amado não sai da minha cabeça"), que são parecidos com as obsessões típicas de uma doença, o transtorno obsessivo-compulssivo (TOC).
Obsessões são pensamentos repetitivos e desagradáveis e compulsões são condutas, gestos, rituais ou atitudes repetitivas; ambos são incontroláveis. Por exemplo, medo de se contaminar com germes, lavar as mãos repetidamente, ordenar ou arrumar objetos sempre de uma forma.
Pesquisadores italianos, liderados pela psiquiatra Donatella Marazziti, formularam essa hipótese porque mostraram que nas pessoas que tinham se apaixonado recentemente (estavam na fase de atração) e ainda não tinham tido relação sexual com o parceiro, a quantidade de serotonina no cérebro era mais baixa que nos indivíduos que não estavam apaixonados e semelhante aos níveis observados no grupo de pacientes com TOC.

 Atração, paixão e obsessão

Obsessão pelo homem amado gasta a sua energia
Portanto, quem está na fase da atração pode ter um cérebro predisposto quimicamente à obsessão pelo ser amado e gastar toda a sua energia mental em pensamentos que rodam repetidamente e insistentemente na imagem, inicialmente, idealizada do amado.
A sensação de insegurança é típica da fase da atração. Mas, afinal, quem deve tomar a iniciativa na paquera?
Fonte: BBEL Um Estilo de Vida


INFIDELIDADE E TRAIÇÃO (PSICÓLOGO ANALISA AS CONSEQUÊNCIAS PARA O CASAL)

Independentemente da era, modelo econômico e social, o assunto da traição nos relacionamentos acompanha a própria história afetiva e sexual do ser humano. Obviamente por seu caráter de extremo sofrimento e dor, a matéria é sempre atual, mesmo que determinados modismos tentem se impor no padrão cultural de determinada época. Quero deixar claro que as idéias apresentadas abaixo não possuem um caráter genérico, mas, apenas observações de casos acompanhados clinicamente. A primeira premissa para uma futura traição sexual ou afetiva é o não acompanhamento da imagem psíquica que uma pessoa formou acerca de seu companheiro, e se tal imagem é passível ou não de satisfação plena. A estimulação da ilusão seja pela sedução ou ausência é sinônima completa da traição, sem que ocorra necessariamente um encontro sexual clandestino. Antes da traição sexual propriamente dita, ocorre a fuga no plano emocional, havendo a recusa da ajuda perante o desenvolvimento das potencialidades amorosas de ambos os parceiros; assim sendo, a traição máxima é o desânimo de estar com alguém. A psicologia falhou no estudo deste tema, pois os elementos destrutivos tão bem estudados pela mesma, se aplicam diretamente à questão da traição. Digo isto, pois no campo clínico notei que o desejo de trair alguém nasce muitas vezes diante da fraqueza do parceiro; revelando os conteúdos da agressividade, frustração e desejo de poder sobre o outro; que irão catalisar a busca por novas pessoas. 
Quanto maior a timidez de uma das partes envolvidas no tocante a exposição da perda de seus sentimentos, maior será a competição do companheiro para alterar ou recuperar a situação anterior. Conclui-se que a traição está intimamente ligada à disputa e competição. Do ponto de vista masculino é histórico o desejo de ambição. Jamais podemos nos contentar com a falácia do "enjôo" no relacionamento; o que ocorre é o transporte do desejo de riqueza e acúmulo do âmbito social para a relação. O amor masculino é cumulativo e age perante o desafio; e como a mulher é sua posse pode a destratar o quanto quiser, após a conquista; caso alguém duvide é só se lembrar das experiências da adolescência em relação à competição grupal acerca de quem iria sair com a mais bela garota da escola. O homem na maioria das vezes carrega esta dificuldade de não conseguir amar, tendo a necessidade da conquista do objeto sexual valorizado para satisfazer seu narcisismo perante o meio. 
A traição feminina segundo alguns psicólogos tem a finalidade de por fim a determinado relacionamento que há muito tempo está falido. Tal conclusão é verdadeira em parte, pois a questão ultrapassa este conceito. A postura sexual da mulher não deixa de ser um "espelho" perante todo o histórico do comportamento de seu par; a traição feminina encerra não apenas um componente de vingança frente ao que o homem resistiu em proporcionar a mulher, mas, também guarda uma memória afetiva e sexual extremamente elevada sobre todas as situações vividas. O interessante é que o sofrimento feminino perante a traição remete a falta de amor de seu parceiro; já no caso masculino, a primeira leitura é sobre o desempenho sexual, ou se outra pessoa consegue ir além de suas capacidades, reforçando o caráter da competição citada acima. Outro fator interessante é como cada um reage frente à traição. A mulher por mais ferida que esteja, ainda tenta entender o que aconteceu no relacionamento que acarretou tão trágico episódio; o homem faz a leitura de que a traição feminina sempre fez parte de um desvio de caráter da mulher, tentando se eximir de qualquer responsabilidade pessoal. O quadro cultural em que o ser masculino foi criado diz que o mesmo "ama quem não deseja" - sua esposa, e "deseja quem não ama" - seja uma amante ou aventura sexual qualquer.
Essa dicotomia afetiva novamente retrata o caráter ambicioso e bancário dos relacionamentos. Diz ainda da delicada questão da beleza ou sensualidade e como se lida com ambas. O homem procura galgar poder e respeito perante seus pares, como foi exposto. A mulher encara a beleza quase como uma "sobrevivência" de sua parte afetiva que clama por consideração, tentando evitar o abandono por parte de seu companheiro; embora abaixo irei relatar alguns aspectos nocivos de como o ser feminino lida com tal aspecto. A beleza talvez seja o ícone máximo da era moderna, se associando a dinheiro, prestígio e status. Sua função psicológica é diminuir a angústia e sofrimento desesperador da rotina diária. O ser masculino a busca para esconder suas ambições ou decepções que não conseguiu efetuar. A mulher a nutre pela necessidade de ser cultivada e servida, embora reclame constantemente da obsessão e ciúme. A mesma ainda acusa o homem por seu caráter essencialmente erótico; mas, o por que então da preocupação exacerbada com a aparência? A fortuna movimentada pelas clínicas estéticas mostra um outro lado; o vício da mulher no tocante ao hábito de seduzir, e a mentira que algumas vezes passa ao tentar dizer que gostaria de algo mais profundo, quando na maior parte do tempo alimenta apenas sua vaidade. É o mesmo processo que ocorre com alguém que detém extrema fama e se queixa do constante assédio e invasão de sua privacidade; sendo a fama seu combustível diário. A dissimulação é generalizada quando se consegue uma substancial dose de valor ou importância. A beleza é o seguro mais atual contra todo o processo da fragilidade humana em todas as esferas. O modelo social nos coloca a imposição da fama não apenas para sermos respeitados, mas o que é pior; para obtermos determinadas satisfações básicas, como a atenção ou afeto, citando dois exemplos. Uma das provas do amor é o desejo constante de servir; infelizmente a maioria dos casais não consegue a comunicação de como isso deve ser feito na prática. Já faz um bom tempo que a disponibilidade não incrementa a gratidão ou desejo do parceiro. A sensação é de uma exigência que jamais alguém poderá cumprir, dissimulando o fato de que a maioria das pessoas tem um grave problema em estabelecer compromissos nos dias atuais. A dicotomia observada é se sentir confinado numa relação, clamando por liberdade para novas buscas versus o terrível medo da solidão; isso sem contar a parte destrutiva que todos carregam na ânsia ou desejo de "amarrar" a alma de alguém. O desejo de liberdade que eclode quando estamos num determinado relacionamento é fruto da baixíssima autonomia que possuímos na esfera econômica e social. Transportamos determinadas faltas sociais para os relacionamentos. Mas voltando ao tema da traição, o que fazer quando se descobre a mesma? Esta sem dúvida alguma é a pergunta que mais dilacera quem passou ou está passando por tal experiência. O ideal seria que antes de tal catástrofe um dos dois discutisse não apenas sua ambição por outras pessoas, como também a sensação de aprisionamento que a relação está produzindo. Mas é quase que tolice buscar sinceridade na atualidade. O fato é que a descoberta da traição não apenas levanta aspectos ou desejos de vingança, abrindo caminho para pensamentos muitas vezes irracionais que a pessoa não possui nenhum tipo de experiência ou controle. Parece que qualquer tentativa de resolução leva ao caos psíquico. Se há o "perdão", aparecem os mecanismos de poder, sendo que o sentimento de dívida ou a falha comportamental jamais poderão ser restaurados. O perdão trará também a consciência que nem toda a mágoa ou escombro mental pode ser removido, tendo que aprender a conviver com um "resto" de desilusão; apesar de que o perdão é o melhor instrumento para se aferir se houve apenas um conflito que o parceiro não soube lidar, ou se as atitudes desenvolvidas pelo mesmo fatalmente irão se repetir. Se ocorrer a dissolução da relação, o arrependimento por tão radical decisão inunda a consciência; isso sem falar na paranóia ou desconfiança que se instalam automaticamente no convívio diário. Uma das mensagens cruciais é que deveríamos sem dúvida alguma seguir em frente. Podemos inferir que a traição remete a nossa falta de experiência de como lidar com o ódio, elemento irmão da paixão ou amor. A raiva resultante de uma traição possui um duplo sentido: primeiramente é fundamental que possa ser expressa para que ocorra a libertação psicológica de quem está completamente absorto no sofrimento. Porém, o cuidado deve ser extremo para que não se alimente a continuidade de algo essencialmente negativo, reforçando a sedução de ser a vítima o tempo todo.
A tentativa histórica e moral das religiões de coibir relacionamentos fora do modelo do casamento, só potencializou a atuação destrutiva num nível além do alcance da maioria dos mortais, pois sempre teve medo de discutir as reais paixões humanas negativas; embora até hoje não consigo visualizar alternativas de relação não neurotizadas, quando se foge de determinados preceitos históricos e morais. A traição revela a outra faceta sempre negada de qualquer apego ou dependência; que tudo não apenas passou de ilusão, e que temos de fazer uma certa lição de casa acerca de nossos sonhos e expectativas; ou perceber se no decorrer de nossas vidas estamos apenas investindo em terrenos estéreis. O mais dolorido nisso tudo é a nossa instabilidade para o prazer. Seja a insatisfação do sujeito com a rotina, ou a pessoa que originou o processo da traição, todos se encontram numa total escuridão acerca do futuro. A decisão não cabe mais a ninguém; somente a determinada frase ou elemento de impacto que tire todos do caos, perante os fatos ocorridos. A traição é a exposição da carência ou bloqueio afetivo de todas as partes envolvidas. Não há vencedores; apenas uma troca atribulada da antiga segurança emocional pela disputa completa. Fazendo uma comparação em termos sociais, equivaleria a uma demissão no âmbito profissional, após certo tempo de experiência, sem que os reais motivos de tal acontecimento fossem explicitados. A disputa pelo objeto de desejo gera uma total ambigüidade: o narcisismo consciente ou não de quem traiu, se sentindo sobrevalorizado inconscientemente perante o episódio; assim como a pessoa traída irá buscar a prova de seu valor pessoal por todos os meios possíveis; isso sem falar do álibi que alguém traído pode usar contra todas as faltas do outro, fugindo de suas pendências psicológicas. Por outro lado, o sofrimento acarretado por tal disputa nasrcísica levará ao "nojo" ou degradação daquilo que era estimado. Uma questão importante no tocante à traição, é que a mesma remonta a sobrevivência do ego. A expectativa de uma miserabilidade seja no campo econômico ou pessoal, é a tragédia de nossa época. Ser traído equivale a uma espécie de falência emocional, psíquica e sexual. O importante a frisar novamente é a sedução de sentir ódio em qualquer situação afetiva. Tal emoção visa não apenas distrair a pessoa de suas mágoas ou frustrações, se tornando uma espécie de passatempo que preenche por completo a alma de alguém. O ódio se instala seja pela traição ou qualquer característica que se vê no parceiro que gere conflito. A hipocrisia é plena na matéria afetiva, pois há muito tempo já deveríamos saber da nossa intolerância no terreno emocional. O ódio é o mais puro comportamento cotidiano; a felicidade remete à unicidade, tornando uma pessoa especial por se conhecer e lidar com todo o tipo de conflito. O contrato afetivo que quase ninguém consegue estabelecer é o preço a ser pago pela convivência a dois. A pessoa que trai julga não apenas estar insatisfeita; sendo que seu desejo de poder está longe de ser concluído. O desafio se torna uma meta de vida silenciosa e ilegal. A traição diz de uma pessoa totalmente mimada, pois tenta sugar o máximo possível na esfera afetiva e sexual; embora não possa concordar plenamente que a traição reside apenas numa determinada ambição. Há uma tentativa avassaladora de despotencializar o parceiro por completo; uma espécie de inveja por não ter incorporado elementos que lhe dariam mais poder ou segurança. A dificuldade e timidez no tocante aos fatores emocionais constituem outro caos emocional de nossa atualidade. O tímido como observei exaustivamente em outros estudos*; nega-se peremptoriamente à divisão de qualquer experiência íntima. Odeia falar de si; usando sua dificuldade social para fugir de suas responsabilidades afetivas. Sua meta é obstruir o "sonho do outro", pois, caso alguém atinja o "clímax" com ele, terá um compromisso de retribuição que não deseja efetuar. Não que as pessoas que mais cometam uma traição sejam necessariamente tímidas, mas um ponto que quero ressaltar é que a traição é uma forma de nivelar todos os envolvidos pelo desespero. Mas o leitor irá se perguntar qual a vantagem de se produzir um sofrimento quase que insuportável? Medo do envolvimento pleno, fuga, anseios de poder frustrados, repetição de relacionamentos familiares destroçados e principalmente investimento apenas numa imagem egoísta e narcisista de caráter. Todos têm o dever de aprender as equivalências dos processos onde estão envolvidos. O casamento se tornou uma espécie de "venda", onde tudo é prometido antes: encontro de casais, orientação religiosa ou matrimonial, apoio social e tradições. Porém, após certos conflitos as pessoas se encontram absolutamente desamparadas, seguindo o mesmo procedimento que ocorre na esfera econômica e social.
A saída de todo esse processo de terror seria a não intimidação perante o vício de competir, que é sinônimo do modelo social e que acaba com a relação gradativamente. O auto respeito é nunca trocar a segurança pessoal por uma imagem ou cópia de idiossincrasias coletivas. Quem não consegue depender de si próprio, abrirá caminho para todo tipo de situação neurótica e de futuro desprazer. Não que deseje passar a mensagem que todos devem procurar a solidão; muito pelo contrário, aquele que aprendeu não somente a depender de si, sendo também receptivo às possibilidades de trocas genuínas, estará muito próximo da arte do amor e satisfação quase que plena. Talvez a coisa eterna e saudável em nossa vida não é a lembrança corriqueira de algo negativo, como nossa mente aprendeu a se concentrar, mas principalmente a abertura e possibilidade no dia a dia de aprender, e nunca se abater ou contaminar por processos que já eram viciados desde seu início. Quanto maior o apego, maior a possibilidade de uma traição, pois, o medo da perda caminha em paralelo com a dificuldade de se expor à gratificação ou não no convívio com determinada pessoa. O ciúme acarreta o mesmo efeito; sufocar e não dar a mínima chance para que a pessoa possa mudar de idéia ou fazer outra escolha; assim sendo, a insegurança é a mola propulsora inconsciente que pode trazer à tona o desejo de trair em ambos os parceiros; sendo assim, não há inocentes nesta matéria. O leitor poderá questionar se não é um tanto religioso o modelo aqui apresentado de expor todas as insatisfações, como uma espécie de "confissão" emocional. O fato é que se não há nenhum parâmetro de diálogo ou convivência afetiva, o narcisismo exacerbado de um dos parceiros triunfará sobre qualquer possibilidade de troca verdadeira, com todas as conseqüências danosas que conhecemos. Para tudo se cria a possibilidade de ganhar dinheiro. Na traição, a coisa não funciona de modo diferente. A indústria dos detetives ou flagrantes de uma suposta traição movimentam um mercado de grandes somas econômicas. Ao invés de se alimentar essa paranóia, seria interessante que as pessoas lidassem profundamente com seus sentimentos de desamparo e abandono. Cansei de observar pessoas totalmente inseguras, que seu objetivo máximo de vida era apenas delatar ou encontrar provas da infidelidade do parceiro. Quem possui plenamente afeto ou amor jamais poderá se considerar como traído, no máximo fez uma péssima escolha, seja por fatores estéticos ou comportamentos neuróticos que remetem a um passado mal resolvido. A verdade é que as pessoas se usam o tempo todo, e o relacionamento se assemelha a estar em determinado emprego sempre à espera de uma oportunidade melhor. Para o sujeito que sofreu a traição, a pergunta é se realmente o mesmo sentia a felicidade de estar com a pessoa, ou se apenas tudo não passou de um ensaio acerca do que seria realmente sua satisfação pessoal? A obrigação de relacionamentos duradouros que antigamente faziam parte do cotidiano deu lugar à absoluta incerteza de quanto uma relação irá perdurar em nossos dias. "Tudo pode acabar a qualquer instante"; já que o mandamento máximo imposto por uma era de solidão e desespero é a não cobrança de desejos ou afetos. Deveríamos prestar mais atenção ao que realmente perdura em nossas vidas. A traição seria realmente a perda de um investimento emocional profundo, ou uma tola ilusão de que uma pessoa poderia se encaixar num perfil desejado? Alguém exige a fidelidade por um real compromisso amoroso, ou não admite nenhum arranhão em sua imagem egóica? Certamente tais perguntas são cruciais no desvendamento do problema apresentado. Talvez muito mais do que um aspecto ético ou religioso, a traição subliminarmente está dizendo de alguém que se tornou uma espécie de "nômade" afetivo. A discussão sobre o que é duradouro é fundamental para aprofundarmos a questão da traição. Não seria a própria instituição matrimonial um desafio a fatídica questão da morte como essência humana? Peço apenas a reflexão para tal ponto. A morte sempre dá sinais antecipados de sua futura ocorrência, sem que haja perdas ou situações bombásticas. O lamentável é que poucos sabem interpretar tais fatos. O grande dilema é o que aceitar ou escolher para o curso de nossas vidas: dor, amargura, desespero, ódio, ou potência pessoal e criatividade. A traição é a recusa completa na crença de que o convívio afetivo poderia ser ocupado por uma pessoa muito mais qualificada. A frustração cega por completo qualquer tipo de esperança acerca do futuro. Temos o hábito milenar da concentração na vingança e reparação, ao invés da análise de futuras possibilidades e sobre o que estamos atraindo para nossa vida. A verdade é que somos quase que totalmente ineficazes para estabelecer o ponto ideal de quando deveríamos ir embora; prova disso são as constantes sensações de culpa ou arrependimento. A traição soa como uma volta temporal no relacionamento a determinado estágio onde não havia vínculo ou compromisso; como se perdêssemos totalmente a segurança que achávamos que detínhamos. Outra questão importante a se levantar é a dificuldade de se manter ou cultivar uma relação que é até agradável; porém, fica exposta totalmente à fantasia ou pensamento obsessivo de uma incompletude que parece que jamais poderá ser preenchida. Parece que apenas a perda nos mostra como sempre estamos distantes das pessoas que julgávamos amar. Até o momento, estive falando sobre ambição, posse e outros sentimentos que geram ou são gerados pelo poder. Uma relação na nossa atualidade parece como uma escolha que sempre acarreta a sensação de clausura; desprovida de uma seqüência criativa, ou que produza um constante estado de liberdade; este último se tornou o antônimo dos compromissos como estava dizendo no começo do estudo. Parece que todos vivem a contradição de desejarem ser livres; paralelamente ao desejo de "pensão" ou aposentadoria no âmbito afetivo, quando escolhem viver com uma pessoa. Há ainda o fator da construção de bens materiais para supostamente serem desfrutados a dois; sendo que não se percebe que na maioria das vezes tal meta apenas esconde a própria insatisfação pela permanência da relação. Esta árdua tarefa é outro fator gerador da traição, pois uma pessoa que se sente sobrecarregada irá tentar desafogar o peso extra de alguma forma. O que não se percebe neste exemplo é que todas as expectativas são direcionadas para uma ilusão de prazer no futuro, se esquecendo por completo da carência do presente. É trágica a preguiça coletiva de se perceber o significado de determinados processos. O centro do conflito de qualquer relação afetiva é o temor de expor hábitos ou comportamentos que ainda não foram passíveis de compreensão ou solução pelo indivíduo, causando vergonha e humilhação quando percebidos a dois. Apesar disto, nunca nossos desejos se tornaram tão reféns de outras pessoas. Talvez poucos estejam atentos para o fato de que o esforço pessoal de uma pessoa muitas vezes é dirigido para uma área que compense aquilo que a mesma está em déficit há anos, se recusando a lidar com seus complexos. Penso que a solução mais viável para todos os problemas apontados seria o equilíbrio energético. Na prática passa pela conscientização de que um relacionamento ou amizade é algo vital, que requer manutenção ou investimento diário, assim como nossa tarefa de sobreviver. Consumimos a maior parte de nosso tempo em coisas forçadas ou que estão desprovidas de um sentido mais profundo; quando podemos decidir por algo no tempo livre que nos resta, surgem a ansiedade e angústia como inibidoras de algo novo. A lição básica é a aferição do presente em qualquer tipo de encontro ou relação. Um ideal ou imagem é meramente uma construção psicológica para acomodar a mente num suposto prazer, ou fugir do medo. Portanto, sua perda nunca será a raiz da traição, mas do engano pessoal potencializado. Deveria haver espaço para tudo (sexo, alegria, diversão; assim como para coisas negativas do tipo: rotina e tédio). Porém, nossa alma carenciada valoriza uma constância de prazer inatingível. Todos fomos treinados desde cedo para o esforço, e descobrimos que na área da pessoalidade, este talvez não seja a ferramenta mais eficaz. Quando indago meus pacientes acerca do que seria a relação perfeita escuto como respostas: companheirismo, cumplicidade e fidelidade. Confesso que se torna um tanto irritante ouvir tais conceitos absolutamente genéricos, quando na verdade quase ninguém consegue realmente acompanhar o âmago de uma relação, ou suas constantes atribulações. O que se chama de "amor" quase sempre se transforma num labirinto, onde seu centro é nossa ferida emocional sempre aberta. O medo será sempre um tipo de seguro sobre se devemos um não doar algo especial sem nenhuma garantia de retorno. A contradição é imediatamente instalada, pois, a retenção de algo supostamente de valor acarreta invariavelmente a desvalorização completa do mesmo. Toda sociedade ou cultura acaba desenvolvendo mecanismos de defesa contra o sofrimento. O chamado "ficar", tão propagado pelos jovens não passa de uma insípida proteção contra o desejo oculto de traição de ambas as partes. Se aceita tranqüilamente que o aprofundamento pode levar a dor; como conseqüência apenas é solicitada uma mera companhia. A solidão é vista como uma doença terrível, sendo que o remédio é tomado apenas pela metade, já que a dívida ou compromisso é evitado. A inversão de prioridades tem sido a tônica dos dias atuais. Como a sobrevivência no plano material ocupa a cada dia mais espaço, ocorre um relaxamento no plano da pessoalidade. Apenas o bom senso e discernimento são os instrumentos válidos para que tipo de ação tomarmos diante da traição; seja a continuidade ou separação do relacionamento. A ajuda profissional é fundamental não como um juízo de valor perante o ocorrido, mas para "escavar" as causas que originaram todo o histórico.
A premissa romântica tão propagada da procura da "alma gêmea" possui um cunho de verdade, porém, poucos a percebem onde a mesma ocorre verdadeiramente. Por pior que sejam os acontecimentos ocorridos num relacionamento, a experiência clínica e análise do inconsciente comprovam que o casal se completa totalmente no sentido de que cada um possui bloqueios semelhantes, embora de origem diversa, e que poderiam se ajudar na superação dos mesmos. Qualquer relação por mais ínfima que seja carrega o peso de duas almas que procuram ajuda e ainda não perceberam tal fato. O terrível é que a falta da franqueza irá esconder o potencial de cada um no tocante a carência extrema do outro. Quando se inicia um namoro ou relação, a mesma é quase sempre movida pela atração ou desejo sexual. Este não é a essência da libido como muitas escolas da psicologia acreditaram por décadas, mas reflete por natureza uma ambição íntima de uma espécie de "contrato" que gostaríamos de estabelecer com alguém para ocultar o nosso caminho não percorrido. O quase centenário conceito do complexo de Édipo se ajusta no que foi dito. Não nos tornamos neuróticos por estarmos fixados na disputa contra um dos genitores por mais atenção e amor que gostaríamos de receber do outro; este comportamento de tentar retirar alguém de nosso caminho apenas delata nossa angústia por procurar algo novo; qual o propósito de arriscar uma rejeição afetiva contra estranhos, se podemos forçar que nossos pais nos dêem tudo, inclusive fantasias eróticas? O complexo de Édipo apenas prova o medo do erro fora do círculo familiar.
A traição é a imposição sobre nossa consciência para que lidemos com a dor da injustiça pessoal, que quase sempre se deriva da coletiva. Enfim, será que sofremos por não termos atingido um sonho; e se o obtemos muitas vezes não resta apenas o vazio existencial? Qualquer ato de transformação só será válido quando se inicia pelo íntimo. Podemos ou não ter a sorte de encontrarmos alguém que realmente nos amou; tal questão infelizmente foge completamente de nossa vontade; mas com toda ênfase afirmo que está sob nosso controle a administração das seqüelas e nossa esperança de um recomeço mais maduro e harmonioso. 

Ciúmes doentio no casamento: As dificuldades e as crises nos relacionamentos devido ao ciúmes doentio

Ciúmes doentio no casamento: Crise no casal devido ao ciúmes doentio
O ciúmes doentio é um sentimento intenso que provoca grande desgaste no relacionamento, pois de forma incontrolável afeta todas as possibilidades de entendimento do casal.
Faça um teste de ciúme clicando no link.  Faça um teste de personalidade e outros testes psicológicos
O casamento ou a convivência habitual entre duas pessoas é constituído numa relação de parceria, confiança, compartilhamento e investimento contínuo para que consiga enfrentar as dificuldades diárias e a rotina necessária na relação.
Diferentes tipos de crises ocorrem numa relação interpessoal e, no casamento, isto não é diferente, pois por mais que haja amor, a relação dual precisa ser pautada nas diferenças individuais e na capacidade de cada um de, mantendo sua individualidade, respeitar a individualidade do outro.
Segundo Andolfi (2002), não existe um caso típico de casal em crise. Essas relações assumem uma grande variedade de formas e são conduzidas de modos diversos. Os significados a elas atribuídos e as motivações subjacentes são muitos, variados, assim como as circunstâncias da descoberta e dos efeitos subsequentes. Os comportamentos são fortemente influenciados  por diversos fatores: a fase em que se encontra o casal em seu ciclo de vida e de casamento, as dinâmicas individuais e de casal, o sistema de valores e o ambiente sociocultural em que a relação se dá.
Quando um dos cônjuges não investe mais no outro, causa angústia e depressão, uma vez que colocou-se o casamento como centro de uma privilegiada experiência amorosa e realização afetiva do indivíduo (Gomes, 1992, apud Munhoz, 2000).
Segundo Munhoz (2000) quando o casamento deixa de ser fonte de prazer e satisfação dos próprios desejos, o casal vê-se desiludido, fundamenta-se em fatores externos, sem coesão interna o que os leva à dificuldades na sobrevivência da relação. O casamento pode até ser feliz e durar a vida toda, quando estão presente o vínculo do amor, o afeto, a estima e respeito, o que nem sempre acontece. Desta forma, freqüentemente ocorrem  os relacionamentos extra-conjugais.
Moraes (1989 apud, Munhoz, 2000) ainda acredita que quando casam-se, as pessoas querem viver bem um com o outro, ambos pretendem o melhor para o seu relacionamento. Quando as situações da vida exigem deles uma situação mais concreta, cada qual buscará interpretá-la de forma mais conveniente para si. Com isso, conflitos por pequenas coisas transformam-se em grandes disputas e cada um se sentirá injustiçado e incompreendido pelo outro, dependendo da afetividade da relação conjugal.
Quando um casal que se ama entra em crise, o esperado é que saiam dela crescidos. O importante é que, toda vez que forem percebidos sinais de crise, cada um se pergunte o quanto seu cônjuge é amado e necessário e se realmente existe o desejo de continuar vivendo com ele. Se a resposta for positiva, então as causas possivelmente serão detectadas e as crises poderão ser resolvidas com maior facilidade. Porém, se a resposta for negativa a crise está dando passagem para a separação ( Shinyashiki e Dumét, 1988).
Existem várias fases para um casamento chegar ao fim.  O fim pode ocorrer através de uma infinidade de mudanças, descontentamento, conflitos, falha na comunicação e desilusões.

Amores brutos

As brigas tomaram proporções gigantescas e o desrespeito é mútuo

Amores brutos



A primeira coisa que vem à cabeça quando falamos em violência entre casais é o homem batendo na esposa. As estatísticas estão aí com dados alarmantes para provar isso. Mas violência não é necessariamente agressão física. Quem nunca errou a mão durante uma briga com o companheiro e abusou de palavrões e xingamentos? Essas práticas nada saudáveis em um relacionamento podem ser sinais de que é hora do casal conversar antes que fatos mais graves aconteçam. Ou, simplesmente, que a relação acabe por não haver respeito entre os parceiros.

A violência doméstica acontece de forma psicológica também. É uma frase dita aqui, uma atitude desrespeitosa lá, um insulto acolá. E não adianta negar: tanto os homens quanto as mulheres são agressores. A predisposição a atitudes mais violentas varia de acordo com o temperamento de cada pessoa e, principalmente, pela (desastrosa) combinação de mágoas, complexos e modelos pré-estabelecidos na cabeça de cada indivíduo. Se uma pessoa só já é complicado, imagine unir duas com o mesmo tipo de comportamento? No mínimo, pode-se comparar a uma bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento.

No caso do médico Jeferson Granja a bomba explodiu. Mas só foi necessária apenas uma pessoa para tal feito. Ele conta que passou por isso duas vezes. Em ambos os namoros, as brigas excederam os limites e o resultado foi o fim do relacionamento. Na primeira vez, durante um passeio pelo shopping, a então namorada teve uma crise de ciúmes por causa de uma vendedora que atendia o médico. "Ela segurou o meu rosto e gritou na frente de todo mundo, perguntando se eu achava que ela era uma idiota. Aquilo me marcou muito. Achei um absurdo, uma baixaria. Virei as costas e a deixei falando sozinha", lembra ele. Para Jeferson, a maneira de tratar o companheiro é fundamental em uma relação. “Existem mil maneiras de falar algo com uma pessoa. A palavra pode marcar muito. Fui educado assim, tenho essa referência e quero isso para os meus relacionamentos”, continua ele.

Violência verbal

Na segunda vez, ele também não deu sorte. O namoro foi cheio de percalços por causa do jeito explosivo da moça. Antes de namorar Jeferson, ela tinha sido traída pelo ex. O medo que isso se repetisse com o médico prejudicava o relacionamento. As brigas se intensificaram quando os dois resolveram fazer dança de salão juntos. O contato com outros casais gerava crises de ciúmes. Certa vez, durante uma discussão, ela perdeu o controle novamente e começou a xingá-lo. “Parei o carro imediatamente. Embora gostasse muito dela, não ia admitir que me tratasse assim. Ela sempre prometia que ia mudar, tentar se controlar, mas não conseguiu”, conta. “Ela não falou que tinha medo de reviver a traição novamente. É um incidente pequeno não falado que provoca isso. A velha história da gota d’água”, completa.

Cultivando mágoas

Estes incidentes pequenos tornam-se grandes obstáculos muitas vezes difíceis de transpor. De acordo com o psicólogo e terapeuta de casais Aílton Amélio da Silva, algumas atitudes se transformam, como ele mesmo define, em “agressões tóxicas” para o relacionamento. Se constantes e intensas, elas podem comprometer a relação. “Criticar exageradamente, demonizar o outro, só olhar o lado negativo do parceiro, ironizar, mostrar nojo são sinais que a relação não está indo bem. É o momento de parar, conversar ou até mesmo pedir ajuda a um especialista”, esclarece o autor do livro “Para viver um grande amor”, da Editora Gente, que trata de temas sobre relacionamentos amorosos, como a importância da conversa entre casais.

A publicitária Anelise Calmon* admite que comportamentos como estes minaram o seu casamento de cinco anos. Segundo ela, no começo do namoro, as brigas eram constantes, mas facilmente contornáveis. Entretanto, meses depois do enlace, as primeiras ofensas começaram a aparecer. “O fato de estarmos casados, de termos uma relação teoricamente estável fez com que ele se alterasse. No fundo, ele achava que o casamento dava imunidade a qualquer problema. Mas exagerou. As brigas eram repletas de ofensas. Demorou, mas chegou um ponto que eu não agüentei mais tanta humilhação e resolvi cair fora, mesmo gostando muito dele”, lamenta.

Evitar comportamentos agressivos não quer dizer aceitar maus tratos de ninguém ou, então, reprimir os sentimentos. De acordo com Dr. Aílton, ter raiva é uma atitude muito normal e até faz bem se devidamente exteriorizada. “A raiva deve ser expressa, não pode ser contida. Uma conversa em que existe respeito é um caminho para isso. Se a raiva for contida, vai começar a formar mágoas que, no futuro, se tornará algo muito pior de mudar”, alerta o psicólogo.

Conversa franca
Toda atenção é pouca quando se trata de preservar o relacionamento. Discutir a relação como nós gostamos de fazer é muito positivo. No entanto, de acordo com Dr. Aílton, evite exageros. "A mulher toma mais iniciativa quando as coisas não estão boas. A conversa é importante, mas deve-se ter uma necessidade real para isso. Se for algo freqüente, pode até prejudicar. Cerca de 80% das brigas é iniciada pelas mulheres", revela ele.
A violência psicológica é mais difícil de ser percebida porque a agressão é gradual. "Não existe uma divisória nítida para perceber essa violência. Se não ficarem atentos, a coisa pode crescer e os danos se tornarem irreversíveis", afirma Aílton. A psicoterapeuta francesa Marie-France Hirigoyen, autora do livro "A Violência no Casal", da editora Bertrand Brasil, faz coro. Segundo ela, a violência é cada vez mais sutil e se instala aos poucos até deformar a relação completamente. "De maneira geral, é difícil pensar a violência, o que explica por que temos dificuldade em percebê-la. Não queremos vê-la em nós, mesmo que a aceitação de nossa ambivalência nos permitisse lutar melhor contra ela. Apesar de nossa vigilância, na maior parte das vezes não vemos seus primeiros sinais senão depois de um ato violento", afirma em seu livro.

A maneira como a relação foi estabelecida vai dizer quais são os limites que o parceiro pode chegar. Mas, se os problemas resultarem em agressões físicas, é hora de uma atitude radical. "Tudo vai depender do casal. Se a agressão for por um pequeno descontrole, diga ao outro que você não irá mais tolerar atitudes assim. Se for algo fora do comum, a separação é inevitável" revela, lembrando que, no segundo caso, é válido denunciar a agressão. Para o psicólogo, mesmo gostando muito do companheiro, ninguém deve aceitar o desrespeito. "Ao contrário do que dizem, o amor não pode ser cego", finaliza.
 Fonte: Bolsa de Mulher

domingo, 16 de outubro de 2011

Vamos agora voltara sonhar, veremos tudo o que há de melhor e mais bonito em artesanato.

Muita lindinha essa luminária para usar como enfeite ou como lembrancinha.
Materiais: potinho de vidro; vela pequena; tinta verniz vitral (vermelha); tinta dimensional (prata ou dourada); pincel.
Execução:
  1. Pinte a parte externa do vidro com a tinta verniz vitral;
  2. Faça algumas pintinhas no vidro com a tinta dimensional;
  3. Introduza no pote de vidro a vela.
Gostou da dica? Então divulgue para os amigos!
Fonte: Sonho Lilás 

Vamos falar um pouco de algo que todas nós Mulheres adoramos, o AMOR.
 Você e Eu...



Pronomes em desuso.
Não há utilidade de te pôr junto a mim agora. Agora não. E vais vivendo bem, eu vejo. E vais curtindo a tua vida que outrora era minha e precisava da minha para viver. E eu vou seguindo, deleitando-me das emoções que não participas e dos lugares em que já não andas. Jamais me lembro de te esquecer e se assim já o fiz, prefiro não fazê-lo novamente. E a tua vida vem à minha nas canções, nos contos e nos cantos da cidade. E a minha já aprendeu a sair da tua quando ela me vem, subitamente. Mas eu conheço a vida e ciente das nossas eu sei que elas ainda se cruzarão. E nesse dia, exatamente nesse dia te acertarei a mim, te assentarei à minha vida e trarei o teu eu ao meu eu. Aproveitarei o “você e eu” que está retido. Reutilizarei o “nós” que está guardado na garganta.
Fonte: Simplesmente

Covardia ;


Foi preciso coragem pra deixar esse coração que tu tanto amaste. Fostes em busca de um outro e deixou este sedento e monótono que tanto te amava também. Podia ao menos ter avisado que se ia, mas ao invés, reascendeu um algo que já estava esquecido e então se foi. Essa foi a tua covardia.

Bom José Fulano

Bom José, só você mesmo pra me fazer feliz! Foi teu o meu amor e ainda vacila em ser. Foram nossos os teus segredos e as tuas histórias pela madrugada que me punham para dormir. É minha a tua sede de viver, viver junto, viver bem. Foram nossos os meus problemas que te tiravam o sono durante a noite e que pela manhã estavam resolvidos. Agora se fazem de mim os teus conselhos e as tuas sugestões. Eu espero apenas que se sinta bem, meu bem. As juras que não cumpri, permita-me ainda, se não for pedir muito. É que não me cabem os nomes desrespeitosos. Éramos tão próximos e tão juntos que já nos pertencíamos, mas hoje tão distantes e tão ausentes que nos estranhamos. Não me esqueça assim tão subitamente, não se afaste assim tão bruscamente, ainda existe o teu cantinho no meu coração. Ah, como vai ser difícil preenchê-lo, é como se tivesse de explicar o inexplicável, atingir o inatingível ou alcançar o inalcançável. Era assim aquele amor... Inexplicável, algo de muito. Inatingível, algo de forte. Inalcançável, algo de grande. E hoje José? O que faz sem mim? Eu já consigo não pensar em você... Mas não é por isso que quero a tua amizade. É pouco e tortuoso demais pra mim. Ou ama-me ou deixe-me. Escolha José, ainda há tempo. Eu acho! Emprestar-te-ei o meu sorriso e me cede a tua graça, só mais uma vez. Emprestar-te-ei uma tarde de janeiro comigo e te peço somente um beijo na chuva! Nós José, éramos assim... Uma virtude.

Não há amor que seja impossível.


E ainda há quem diga que existem amores impossíveis. Ou é amor ou é impossível, simplesmente assim. Há quem seja incapaz de batalhar, de lutar; e há quem ame com capacidade de suportar a tudo. O amor pode ser difícil, pode ser estranho, não impossível. Tolos... Depois estão respingando arrependimentos e resmungando falhas, sem agüentar mais chorar mágoas dia e noite. Se é amor, viva-o. E ainda há quem suporte a ignorância desses.
Fonte: Simplesmente 

Menina, Não chore.

E acreditando nas histórias com finais felizes ela cresceu. Talvez acreditasse em histórias tão oportunas que nem sequer havia finais. Aquela ali da foto antiga rasurada no canto, apostou que realmente pudesse haver contos reais com ditosos finais e quem sabe ainda arrisca que assim seja. Ela não tem maldade e não vê maldade, pode ser esse seu defeito, falha única. É ela tem falha, e como todos, ela chora, brinca, namora, mas chora. Não, como todos não. Ela chora um pouco mais. Óh menina sensível de alma branda, porque choras tanto? Crês com tamanha dimensão nas histórias prósperas e choras tanto. Não chores menina, se houver final que seja feliz. Não deságüe no teu pranto.
O seu choro sim, é riso dos outros. Óh menina, estás crescida agora e não és a mesma de outrora. Como tu menina, existem poucos. Menina é uma bobagem dizer que é desvantagem essa tua bondade. Menina engole o choro e fale em coro das tuas vontades. Queira sair, queira sorrir, deixe a alegria fluir. Por obséquio menina decore, eu não quero mais que chore. Óh por favor, faz assim por ti e por mim. Um sorriso tão bonito escondido pelas lágrimas que não cessam de descer. Oh menina sensível de alma mole, porque choras tanto? Crês que feliz pode ser, a felicidade você que faz, você que escolhe, não deságüe no teu pranto. Óh Menina, por favor, não chore.
Fonte: Simplesmente


Herança


O meu pai
Era carpinteiro
E visionário.
A minha mãe
Fazia bonecos de argila
E flores de pano;
Por isso eu nasci assim:
Um lado placidez
E o outro insano. 

Garota.


Garota que não se sabe se é menina ou mulher,
Que corre descalça pela rua e ao sair usa salto alto no pé.
Garota que confunde a mais simples questão
Por querer resolver tudo com o coração.
Garota que quando rir não sabe parar
E quando chora não deixa ninguém olhar.
Garota que se envergonha se suas franquezas
E se orgulha de suas destrezas.
Garota que rejeita beijos mas nunca abraços.
Garota que chora por ser deixada de lado,
E sorrir ao ver seu amado.
Garota que deseja se perder pra se achar,
Mergulhar pra respirar.
Garota que não tem medo do que vem pela frente,
Desde que tenha sempre bons desejos em sua mente.
Garota que não sabe mentir e muito menos omitir.
Garota que dá gargalhadas com os amigos
E tem neles o seu mais forte abrigo.
Garota que sente, vive e se arrepende
Afinal, essa garota é gente como a gente.
Garota que muitas vezes é imcompreendida,
pelo simples fato de ver do jeito que vê a vida.
Garota que não se nega a ajudar e estará sempre lá quando você precisar.
Garota que vive em notas musicais,
Tendo em sua vida momentos "DÓs" e outros "LÁs".
Garota que fica feliz ao olhar pro passado e ver que tudo o que conquistou
Ainda está do seu lado.
Garota que tem beleza divina, não por sua feição
Mas por sua alma angelina.
Garota que dança pra extravasar
E dorme pensando em se ela sumir quem notará
Garota que se preocupa com o sentimento alheio
E não pensa duas vezes na hora de mudar o cabelo.
Garota que chora pra com palavras ao seu proximo não machucar.
Meio garota, meio mulher.
Mesmo moleca sabe o que quer.
Garota assim, como qualquer outra
Mas que nunca vai ser mais uma, porque aqui não veio a toa.

Quer partir, vá!


Você quer partir, vá!
leve contigo meus sonhos
as nossas noites de amor
tudo de mim que te dei.
Só não levará o meu Eu
este ficará aqui!


Ao te esquecer,darei a alguém
que me ame,que me aceite
exatamente como eu sou.
Meu erro foi te amar demais
te dei meu amor, meus carinhos
meu corpo,minh'alma e coração.
Vá de uma vez!
não te pedirei que fique
deixe comigo minha vida
eu havia dado a você.
Me reencontrando,
e te esquecendo,
serei feliz outra vez.
vá!
 

Continuaremos hoje com a matéria a viloência contra as mulheres, quem sabe assim eles vendo, comecem a parar com tanta violência contra nós mulheres.

Glossário sobre violência contra a mulher


Abuso sexual – envolvimento de crianças e adolescentes em atividades sexuais, geralmente repetitivas e intencionais por parte do abusador, as quais os/as vitimados/as não compreendem totalmente, com as quais não estão aptos/as a concordar e que violam as regras sociais e familiares de nossa cultura.
Aliciamento – sedução.
Ameaça - ação de intimidação, por palavra, escrita ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de promessa de causar mal à mulher.
Assédio sexual no espaço de trabalho – consiste na solicitação de favores sexuais, por meio de atos, conduta verbal, não-verbal ou física, baseada em relações assimétricas de poder entre o solicitante e a vítima, criando um ambiente de trabalho hostil, abusivo e ofensivo.
Atentado violento ao pudor – obrigar alguém, com violência ou grave ameaça, a praticar (ou praticar nela) atos de natureza sexual, diferente da conjunção carnal, com o fim de sentir prazer sexual.
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) – As delegacias foram criadas para atender as mulheres que são vítimas de violência ou outros crimes previstos no Código Penal. Essas delegacias, chamadas também de Delegacias da Mulher (DDM), dão orientação às mulheres sobre seus direitos, registram denúncias e abrem inquéritos policiais, fazem prisões em flagrante e podem encaminhar para exame de corpo de delito. Após o registro do BO (Boletim de Ocorrência), pode ser instaurado o inquérito policial. Na investigação, são ouvidas a vítima e as pessoas envolvidas no caso, isto é, o agressor e as testemunhas. A maioria dos casos que elas atendem é de ameaças e agressões físicas.
Discriminação contra a mulher – toda distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo e que tenha por objetivo ou resultado prejudicar ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício pela mulher dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural e civil, ou em qualquer outro campo.
Estupro – cópula violenta, sem consentimento de uma das partes; coito forçado; ou violação. Pode ser realizado por apenas uma pessoa ou por mais de um indivíduo, recebendo nesse caso a designação popular de “curra”.
Estupro incestuoso – quando praticado por parente com autoridade hierárquica sobre a vítima.
Exploração sexual – refere-se ao comércio das relações sexuais. A exploração sexual de crianças e adolescentes é uma relação mercantilizada de poder e de sexualidade, que visa a obtenção de proveitos por adultos e que causa danos biopsicossociais às/aos exploradas/os, que são pessoas em processo de desenvolvimento.
Juizado Especial Criminal – Jecrim ou “juizado de pequenas causas”, é definido na Lei nº 9.099/95. Criado para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência, com processo orientado pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.
Lesão corporal – trata-se de uma agressão que ofende a integridade corporal ou a saúde da mulher.
Tráfico de mulheres – considera-se tráfico de mulheres todas as atividades que envolvam o recrutamento e o deslocamento para trabalhos ou serviços, dentro ou fora das fronteiras nacionais, por meio da violência ou ameaça de violência, abuso de autoridade ou posição dominante, cativeiro por dívida, fraude e outras formas de coerção.
Violência - é uma forma (inadequada) de resolver um conflito, representando um abuso de poder. “É a lei do mais forte sobre o mais fraco”. Tem como conseqüências: potencializar o medo, a insegurança e a revolta; levar a uma redução da auto-estima e da capacidade produtiva; levar à depressão e ao isolamento; diminuir os sistemas de defesa, gerando as chamadas “doenças psicossomáticas”.
Violência contra a mulher – é qualquer conduta – ação ou omissão – de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico, bem como perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.
Violência de gênero – violência que sofrem as mulheres, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.
Violência doméstica – quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.
Violência familiar – violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que mora na mesma casa).
Violência física – ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.
Violência institucional – tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.
Violência intrafamiliar/violência doméstica – acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.
Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.
Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.
Violência psicológica – ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outras pessoas por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.
Violência sexual – ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.
Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, a sedução, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.
Fontes Rede Feminista de Saúde, Dossiê Violência Contra a Mulher, 2001; Unifem/Instituto Patrícia Galvão, Não-Violência à Mulher – Um assunto que não pode esperar, 2004; Rede Mulher de Educação, Negócio de Mulher, 2003.

No século XXI a mulher ainda luta por sua liberdade

Há quase um século atrás, em 1917, trabalhadoras russas fizeram manifestações por “Pão e Paz”. A chamada do movimento de protesto indicava que elas protestavam por melhores condições de vida e de trabalho, e corajosamente se lançavam em um movimento pacifista contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Era 8 de março de 1917 e este dia de 8 de março foi adotado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher, não somente para celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, mas sobretudo para lembrar da luta permanente contra a discriminação e a violência a que muitas mulheres ainda são submetidas em todo mundo.

Assim, este dia deve nos alertar muito mais para a discriminação e violência a que ainda são submetidas as mulheres, do que às conquistas que foram conseguidas a despeito das políticas de exclusão de passado não muito remoto e que de maneira retrógrada ainda permanecem em algumas mentes masculinas. A violência moral e física ainda existe em lares vizinhos aos nossos, perto o suficiente para que tenhamos notícia deste ou daquele incidente entre casais conhecidos. Neste carnaval, quantos homens transtornados pela bebida não surraram suas mulheres? Não é preciso ir muito longe para testemunhar essa covardia. Quantas mulheres se sujeitam por amor, carência ou outro tipo de dependência a essa situação sem denunciar seus agressores. É preciso cada vez mais a conscientização dessas vítimas da desinformação, do medo, da escravidão econômica e social a que estão sujeitas. Muitas não sabem como se libertar ou não tem quem as ajude, quem as oriente. Campanhas permanentes de informação devem prosperar nos diversos meios de comunicação para que as mulheres possam saber se defender. No Brasil, uma pesquisa nacional do Datasenado revela que 66% das brasileiras acham que a violência doméstica e familiar contra as mulheres aumentou; mas, ao mesmo tempo, 60% acreditam que a proteção contra este tipo de agressão melhorou após a criação da Lei Maria da Penha.
Fonte:
No extremo dessas barbaridades contra a mulher, “Bibi” Aisha uma mulher afegã de 19 anos foi mutilada pelo marido sob o regime do Taleban e graças à fundação “Grossman Burn Foundation” dos Estados Unidos, foi operada na Califórnia e recebeu uma prótese no nariz, tendo seu rosto reconstruído. Nos regimes fundamentalistas em alguns países orientais ainda se praticam essas e outras barbaridades contra as mulheres. Não é o Islã que determina essas atrocidades, o Islamismo ou qualquer doutrina ou fé religiosa não estaria orientando bem seus fiéis se assim procedesse, mas são os homens, e sobretudo aqueles com pouco ou nenhum entendimento nas leis divinas, de igualdade e fraternidade, que se outorgam no direito de cometer essas barbaridades contra as mulheres sob o manto da religião.
A excelente matéria sobre mutilação genital feminina (retirada do clitoris) publicada na revista Veja de 10/06/1998, apontou que essa prática vinha sendo realizada em 28 países da África e dois do Oriente Médio. Segundo constatou a revista, um levantamento da ONU naquela ocasião descobriu que 110 milhões de mulheres em todo o mundo tinham sido submetidas ao ritual da mutilação. Pelo mesmo cálculo, cerca de dois milhões de meninas eram mutiladas a cada ano. Em lugares como Somália e Djibuti, a revista afirma que praticamente todas as mulheres são extirpadas. No Egito, calculava-se que pelo menos 55% das mulheres muçulmanas e cristãs coptas teriam sido submetidas à mutilação, época em que o governo proibiu a operação em hospitais públicos e particulares. Na ocasião houve uma chuva de protestos de líderes religiosos mais ortodoxos, sobretudo os fundamentalistas muçulmanos, empenhados em “proteger as mulheres das conseqüências do excessivo desejo sexual”. As egípcias, em geral, são submetidas à excisão, ou circuncisão feminina, como é erroneamente chamada a remoção do clitóris e dos pequenos lábios.
Enfim, ainda falta um longo caminho para a libertação da mulher, não só nos países onde essas atrocidades são praticadas, mas aqui em nosso país em que a violência é mais velada, porém não menos perigosa.

Advogada iraniana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz (2003) teve seus prêmios (medalha e diploma) confiscados pelo governo

Violência e Opressão contra as mulheres no Irã

Neda Agha Soltan -Imagem capturada na Internet

Reportando à data de ontem, Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher mais a recente e rápida visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, no país, a mulher iraniana sofre forte opressão por parte do governo.
Desde a revolução islâmica de 1979, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlevi (monarquia autocrática) e instarou uma república islâmica (teocracia islâmica) no país, sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini, muitos costumes ocidentais foram proibidos, tais como: proibição do uso de minissaia, de maquiagem pelas mulheres; música, baile, jogos, cinemas etc. Foi imposto o uso do xador às mulheres, vestimenta disforme que esconde o contorno do corpo feminino.
Os castigos corporais, como por exemplo o apedrejamento, foram reintroduzidos para quem violasse os preceitos da sharia, isto é, sexo fora do casamento, adultério, consumo de álcool, como também a pena de morte, aplicada tanto para os defensores do xá, sobretudo, ministros e militares do regime anterior, quanto para prostitutas, homossexuais, marxistas, membros de outras igrejas (judeus) etc.
Com a implantação da teocracia islâmica, as mulheres tornaram-se cidadãs de "segunda classe". Qualquer desvio de conduta ou de cumprimento às leis dos aiatolás, como por exemplo, o uso de maquiagem, uma mecha de cabelo para fora do véu ou roupa não condizente com os costumes dotados, era o suficiente para despertar a fúria da polícia religiosa.
Embora, hoje, a situação das mulheres se apresente melhor, as leis discriminatórias - entre elas e o sexo masculino - continuam as mesmas.
De acordo com a reportagem da Revista Veja (Edição 2119, 1° de julho de 2009), a mulher iraniana vale, literalmente, a metade de um homem em depoimentos no tribunal e em casos de indenização.
Na divisão da herança, uma filha pode levar apenas metade da quantia recebida por seus irmãos.
A menina pode ser forçada a se casar a partir dos 13 anos e, ainda, seu marido tem o direito de proibí-la de trabalhar fora ou estudar.
Para viajar ao exterior, a mulher iraniana tem que apresentar uma permissão por escrito do marido. Caso se divorciem, o homem ganha a custódia dos filhos com mais de 7 anos.
Elas são proibidas de ser magistradas e, há três décadas, não ocupam o posto de ministra. Neste ano puderam se candidatar à Presidência, pela primeira vez no país. Parecia que uma nova abertura se vingava, mas foi tudo em vão, pois o Conselho dos Guardiães vetou todas as 42 candidatas.
E foi justamente no último pleito para a Presidência, quando se reelegeu - sob um clima de incerteza que muitos manifestantes foram às ruas de Teerã, capital do Irã, descontentes com o resultado da eleição.
Mais que simples manifestação popular contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o protesto foi marcado por atos violentos da milícia islâmica bassidj contra os manifestantes, resultando na morte de Neda Agha-Soltan, 26 anos, ex-estudante de Filosofia, que trabalhava na área de turismo. Há suspeita de assassinato, ou seja, de haver intenção em matá-la.
As imagens de sua morte, a tiros, foram filmadas por um videoamador (por celular) e exibidas nas mídias (TV e Internet). São cenas chocantes, tal como eu comentei com os alunos da turma 1801, hoje, em resposta a um comentário de uma aluna a respeito do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Eu não me interessei em postar o vídeo em razão disso, das imagens serem fortes, mas quem tiver interesse em assistir, acesse o vídeo do Globo.com ou no próprio You Tube.
Fonte: Revista Veja (Edição 2119, 1° de julho de 2009).

25 de novembro: Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher


Imagem capturada na Internet

Hoje se comemora o Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher. Poucos sabem da existência desta data, mas - com certeza - conhecem bem o problema, seja por estar na condição de vítima, seja por estar na posição de agressor ou, ainda, de telespectador da violência contra a mulher.
A origem da escolha desta data nos remonta à história das irmãs Mirabal, isto é, Maria Teresa, Pátria e Minerva, as quais ficaram conhecidas como "As Mariposas".
As três irmãs tiveram o mesmo destino, marcado pela violência. O cenário foi a República Dominicana, país da América Central (Insular), durante um período de grande instabilidade política no país, sob o governo do ditador Rafael Trujillo.
Elas foram presas, torturadas e brutalmente assasinadas no dia 25 de novembro de1960, por agentes do Serviço de Inteligência Militar (SIM) a mando do ditador Rafael Trujillo.
Na década de 1960, a sociedade dominicana, cansada e totalmente descontente com a ditadura no país, realizavam manifestações – diariamente - contra as forças militares repressivas que davam sustento ao ditador.
A participação ativa das irmãs Mirabal na luta contra a ditadura no país lhes deu a fama de revolucionárias, o quê muito incomodou ao ditador Trujillo.
No dia 25 de novembro de 1960, Pátria acompanhou as suas irmãs Minerva e Maria Teresa que foram visitar seus respectivos maridos, que estavam presos.
As três foram interceptadas em um determinado ponto do trajeto ao presídio por agentes do Serviço Militar de Inteligência (SIM), sendo conduzidas a um canavial próximo.
No canavial, as irmãs foram submetidas às mais cruéis formas de tortura. Elas foram destroçadas a golpes, estranguladas e, colocadas novamente no veículo em que viajavam. Depois, foram jogadas em um precipício, a fim de simular um acidente de carro.
O assassinato das irmãs Mirabal comoveu todo o país e, ao mesmo tempo, serviu para fortalecer o sentimento patriótico de uma sociedade que aspirava um governo democrático, capaz de assegurar o respeito à dignidade humana.
Quanto à proclamação da data...
Em 1981, durante o I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em Bogotá (Colômbia), a referida data (25 de novembro) foi definida em homenagem às irmãs Mirabal.
Em 1991 teve início a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher, que propôs 16 Dias de Ativismo com base na Violência contra as Mulheres, ficando estabelecido o seu início para o dia 25 de novembro e encerramento para o dia 10 de dezembro (aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos).
Este período contempla, também, outras duas datas importantes: o 1º de Dezembro (Dia Mundial da Luta contra a AIDS) e o dia 6 de Dezembro (Dia do Massacre de Montreal/Canadá), data em que Marc Lepine, 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica e ordenou que todos os homens, cerca de 40, saíssem do recinto, permanecendo apenas as mulheres.
Logo depois e sob um estado de fúria, Marc gritou: “você são todas feministas!?”, matando em seguida 14 mulheres à queima roupa e se suicidando depois.
Marc Lepine deixou uma carta, onde justificava os seus atos, premeditados. Ele não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.
Por fim, em 1999, a data 25 de novembro foi proclamada como o Dia Internacional pela Erradicação da Violência Contra a Mulher pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

Visita do Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil