sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bom Dia!
Continuaremos hoje a matéria à respeito da Violência no Mundo contra a Mulher, mas hoje veremos como está nos Países do Oriente Médio.


(ARTIGOS & COLUNA)”ISLAMOFOBIA” Não há democracia com burca

Rio de Janeiro – (Radionetnews)                                                                     “Não há democracia com a burca” A dona do artigo escreve o que pensa sem ao menos consultar ou pesquisar com aquelas que seguem os preceitos religiosos de sua Religião, como no caso deste artigo acima o ISLAM. Outra coisa a lembrar o que ocorre no mundo árabe e a derrubada dos bonécos que viveram ou foram colocados as custas do colonialismo ,que sempre existiu naquela região do planeta. Os grandes colonizadores daquela região sempre foi o Ocidente, e até hoje ainda mantém ditadores e financiam regimes ditatorias, foi o caso do EGITO. Gráças ao “BONÉCO Hosnir Mubarak” O gás do Egito era vendido a preço de banana para o governo SIONISTA de Israel, contrariando ao seu povo, que é totalmente contrário a essa transação, dêsque ouve a revolução dos Aiátolas do Irã o Egito fechou o canal de SUEZ para navios Iranianos obedecendo uma clara ordem dos EUA e ISRAEL. Agora vimos que as coisas começam a mudar, ja começa a ter tráfego de Navios do IRÃ, e a pouco um recém nomeado Ministro de negócios do EGITO, ja coagíta a reaproximação com o IRÃ(Pérsia).Veja e leia esta notícia: 

(LIBERDADE ISLÃMICA) “Egito e Irã””O Egito está pronto para promover os laços de amizade com o Irã ‘

Como a Srª pode ver as coisa não é bem como a senhora tenta nos passar com o seu artigo. O renascimento Islãmico ou Democracia Islãmica ja começou a surgir, cumprindo uma velha profecia.                                                                                                          As pessoas escrevem o que querem , mais acabam de ter que ouvir o que não quer! Vamos ao Artigo de autoria da Srª.  LUIZA NAGIB ELUF ,publicado na Folha de São Paulo , na coluna Tendência/ debates ,   E por fim a resposta de quem segue o costume da burca por ser muçulmana                                                                                           
“Não há democracia com a burca ”                                                               As mulheres não são felizes exercendo o papel que lhes foi reservado pelos conservadores; essa argumentação deve ser vigorosamente rejeitada

Assistimos à derrubada da ditadura egípcia e aos movimentos revolucionários na Líbia, Iêmen, Bahrein e em outros países do Oriente, onde as populações clamam por democracia; o restante do mundo assiste ao desenrolar dos fatos formulando as mais variadas análises.
Deposto Hosni Mubarak, uma junta militar promete conduzir o Egito às eleições. As liberdades democráticas são a principal reivindicação do mundo árabe.
Antes de qualquer análise, porém, é preciso lembrar que estamos falando de uma região que concentra maioria esmagadora de seguidores do islamismo. Nesse contexto, é impossível prever qual a influência dos cânones religiosos na reestruturação que está por vir.
Embora muitos argumentem que alguns dos países em transformação têm tradição de Estado laico, como o Egito, as imagens internacionais evidenciam a forte presença religiosa entre os sublevados, fazendo crer que o potencial de crescimento da Irmandade Muçulmana não deve ser subestimado.
As maiores vítimas da repressão, as mulheres, gritam através da burca que lhes cobre o corpo, o rosto, a boca. Amordaçadas, apenas com os olhos descobertos, elas querem participar e tentam se fazer ouvir.
O que é uma mulher no islã? Sobre isso, os articulistas brasileiros pouco têm falado
.
Alguns estudiosos do Oriente Médio, chamados a escrever para jornais ou para opinar na TV, simplesmente desconsideram o problema das mulheres. Não as enxergam. Falam em futuro promissor, em democracia, mas esquecem os direitos humanos que a antecedem.
Acharão normal que, passada a revolução e atingido o objetivo de derrubar ditadores, as mulheres voltem para casa e se recolham ao cárcere domiciliar? A condição de mais da metade da população não faz parte da história que certos intelectuais pretendem contar.
Nem se diga que as mulheres são felizes exercendo o papel que lhes foi reservado pelos conservadores, que elas não precisam de mais nada além de obedecer aos maridos e ter filhos, que usam o véu espontaneamente e que precisam dos homens para se sentir protegidas. Enfim, que tudo se justifica pela tradição cultural.
Não há dúvida de que essa argumentação obscurantista deve ser vigorosamente rejeitada, pois os direitos humanos são universais, não importando a região do mundo de que se trate. Definitivamente, mulheres não conseguem ser felizes na condição análoga à de escrava.
A mulher no islã não tem direitos sexuais. Muitas são submetidas à mutilação genital. Tampouco tem direitos patrimoniais, intelectuais ou mesmo de livre locomoção. Não podem dirigir veículo. Não podem mostrar os cabelos, não podem usar roupas que realcem as formas do corpo e são obrigadas a cobrir-se da cabeça aos pés para sair às ruas.
A revolução “democrática”, seja no Egito, seja na Líbia ou em qualquer outro país majoritariamente islâmico, corre o risco de não contemplar a mulher, deixando de assegurar a igualdade de direitos. E não pode haver democracia com burca. 

LUIZA NAGIB ELUF é procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo. Foi secretária nacional dos Direitos da Cidadania no governo FHC e subprefeita da Lapa na gestão Serra/Kassab. É autora de “A Paixão no Banco dos Réus” e de “Matar ou Morrer – O Caso Euclides da Cunha”, entre outros. 
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br                       

A RESPOSTA                                                                         “Respondendo à Luiza Nagib Eluf ” Por Gisele Marie                                                                                            
Não há Justiça com Preconceito e hipocrisia
Respondendo à Luiza Nagib Eluf
Tive a infelicidade de ler um texto escrito pela Digníssima Doutora Luiza Nagib Eluf e publicado no Jornal Folha de São Paulo na sessão Tendências e Debates.
Infelicidade porque o texto me fez sentir vergonha alheia, me fez sentir decepção com alguém que pelo seu histórico me inspirava maior expectativa e confiança, infelicidade porque considero este mesmo texto uma mancha de gordura em tecido branco na carreira pública da Digníssima Doutora, daquelas que nem o tempo e nem a água poderá apagar.
No referido e infeliz texto, a Digníssima Doutora discorre sobre os movimentos de libertação das ditaduras podres e corrompidas que acontece agora nos países do Oriente Médio, mas focaliza sua atenção na questão das mulheres dentro destes países.
Mas infelizmente o que se lê é um verdadeiro desfile de preconceito, hipocrisia, demonstração de total falta de conhecimento sobre o foco de sua crítica, e total desrespeito para com o outro, julgado, rotulado, qualificado e criticado segundo as suas próprias visões de mundo e de ser humano, e não respeitado em suas diferenças que são antes de tudo qualidades, e não defeitos.
Alega a digníssima doutora que:
Antes de qualquer análise, porém, é preciso lembrar que estamos falando de uma região que concentra maioria esmagadora de seguidores do islamismo. Nesse contexto, é impossível prever qual a influência dos cânones religiosos na reestruturação que está por vir.
Embora muitos argumentem que alguns dos países em transformação têm tradição de Estado laico, como o Egito, as imagens internacionais evidenciam a forte presença religiosa entre os sublevados, fazendo crer que o potencial de crescimento da Irmandade Muçulmana não deve ser subestimado.”
Antes de mais nada é preciso esclarecer à digníssima autora de tal verborragia infectada, que os países do Oriente Médio são países cuja maior parte da população segue o Islam, são muçulmanos, jovens, cansados da corrupção e exploração patrocinada por ditadores habilmente colocados ou mantidos no poder por sujo jogo de vários interesses externos, que se mobilizaram via internet em diversos movimentos que culminaram com a derrocada da ditadura egípcia, e por conseguinte inspiraram os movimentos nos outros países da mesma região.
Estes não procuram nada além da volta justamente à sua verdadeira identidade e a sua dignidade roubada por um bando de usurpadores do poder.
Estes não buscam valores ocidentais mas os seus próprios valores dentro de sua própria realidade, há muito esquecidos e empoeirados pela farta distribuição de miséria, injustiça social e ignorância promovida por aqueles que detém o poder de forma brutal a várias décadas.
E é lógico que vemos muçulmanos participando destes movimentos, são o povo, é a religião do povo, é algo perfeitamente natural.
As maiores vítimas da repressão, as mulheres, gritam através da burca que lhes cobre o corpo, o rosto, a boca. Amordaçadas, apenas com os olhos descobertos, elas querem participar e tentam se fazer ouvir.
O que é uma mulher no islã? Sobre isso, os articulistas brasileiros pouco têm falado.”
Se os articulistas brasileiros pouco têm falado à respeito das mulheres no Islam, a doutora também nada falou, ou melhor, falou sim, de seus próprios medos e conceitos distorcidos, de sua falta total de conhecimento à respeito do Islam, de seu preconceito fruto justamente deste total desconhecimento, de sua hipocrisia ao querer tentar passar uma imagem de que a mulher muçulmana é oprimida já que não deseja o que ela deseja, não compra o que ela compra, não cohabita das mesmas idéias que ela, não se parece com ela, enquanto escreve confortavelmente instalada em um país que assassina mais de 2 mil e quinhentas mulheres por ano, onde 5 mulheres são espancadas dentro de sua própria casa a cada 2 minutos, onde uma mulher é obrigada a se expor semi-nua senão “há algo de errado com ela” e é vendida como aperitivo e carne de açougue, obrigada a rebolar e mostrar o corpo ao mundo em propagandas de cerveja e festas populares, onde todas são obrigadas a serem assim, senão certamente estão doentes né?
E neste sentido a digníssima autora do texto acaba escorregando e fazendo uma grande confusão entre cultura e religião, entre os seus valores e a possibilidade de que há pessoas no mundo que não compactuam destes mesmos valores, mas acima de tudo se mostra injusta com toda uma nação religiosa e mostra e incentiva o preconceito contra toda uma religião quando contribui mais uma vez para perpetuar uma história única, e poucas coisas no mundo são tão venenosas para uma sociedade quanto a História Única.
Alega a digníssima autora em seu malfadado texto, por exemplo, que
Nem se diga que as mulheres são felizes exercendo o papel que lhes foi reservado pelos conservadores, que elas não precisam de mais nada além de obedecer aos maridos e ter filhos, que usam o véu espontaneamente e que precisam dos homens para se sentir protegidas. Enfim, que tudo se justifica pela tradição cultural.”
Bem, vou começar fazendo a seguinte pergunta: porque as muçulmanas não podem de forma alguma usar o véu esponaneamente? Porque a Doutora não gosta? Porque não faz parte de sua realidade ou seus valores?
Quem deu o direito à digníssima de julgar os outros segundo seus próprios valores? Acaso é ela detentora de um super poder de julgar a qualidade desta ou daquela escolha e suas escolhas são supremas? Magnânimas e incontestáveis? Que arrogância é esta? Será que ela chegou a perguntar para uma muçulmana porque ela se cobre? Acaso ela já soube algum dia que muitas mulheres em muitos lugares do mundo fizeram questão de voltar a usar o véu assim que suas regiões se libertaram da VERDADEIRA ESCRAVIDÃO IMPOSTA pelo Ocidente em suas invasões e colonizações que se tornaram verdadeiros exercícios de pilhagem, inclusive da alma, e dos corpos destas mesmas mulheres?
Quanta hipocrisia e preconceito reunidos em uma só pessoa, fico aqui me perguntando se não há propósito nisto, mas eu prefiro crer que na verdade trata-se de um derrame de tensões e raivas pessoais acumuladas, porque não me arrisco a colocar em dúvida a honestidade da mesma que escreveu estas perdidas palavras deste texto ofensivo.
E o que ela poderia dizer às milhares de estudantes universitárias que são a grande maioria na maior parte das universidades do oriente médio, as profissionais com título de doutorado e PHD que existem na mesma região?
E como será que a digníssima doutora explicaria o fato de que a boneca de maior vendagem no Oriente Médio, a Fulla, uma muçulmana, modelo para as meninas da região, adulta e bem resolvida, com casa própria, tem profissão e um dos kits de vendagem é justamente o seu consultório de dentista completo?
Pois é doutora, a Senhora escorregou na casca da banana com este texto, e eu só lamento que a sua voz se some à voz das pessoas que ousam dizer que o mundo tem de ser um só, que precisamos de uniforme social, que temos de ser todos iguais e o diferente de mim é o errado e não apenas o outro que não é minha cópia.
Pois é doutora, a Senhora nada, NADAAAA sabe sobre o Islam, senão saberia que a mulher no Islam não carrega a culpa de Eva e o seu consequente pote de maldições que leva toda a sociedade à perdição, senão saberia que estes jovens que justamente se voltam à religião e reinvindicam o fim das ditaduras podres e mantidas pelo dinheiro judeu e ocidental buscam justamente a volta de seus próprios valores sociais expressos no Islam, que diz que é obrigação de todo muçulmano e de TODA MUÇULMANA a busca pelo conhecimento do berço ao túmulo, que respeita a mulher a ponto de não lhe impor um sobrenome do marido como simbolo de sua dominação e propriedade, que usa sim o véu com orgulho porque gosta, e não critica a mesma digníssima doutora por não gostar.
E tanto desconhece a doutora que vem falar de mutilação sexual aumentando mais ainda a confusão, já que este elemento não é, nunca foi e nunca será islãmico, mas sim africano, algo que foi duramente combatido pelos primeiros muçulmanos e que infelizmente ainda perdura no continente africano e contamina o mundo com o seu sangue sujo.
Há violência contra nós mulheres nos países do Oriente Médio? Há sim, como há aqui, na Europa, nos EUA, na Antàrtida, infelizmente em qualquer país. E há direitos e conquistas também, vejam por exemplo a participação da Azmaa Mahfouz no movimento de libertação do Egito, a já citada partipação das jovens na universidade e em vários campos profissionais, e muitas outras coisas que a História Única cruel e desumana contada pela digníssima autora do porco texto não leva em conta.
E contar uma História Única, onde não existem individualidades, onde não existe igualdades mas apenas diferenças, onde não existe a chance de se ter todos os pontos de vista e situações levados em consideração, é sempre um exercício de hipocrisia, e um criadouro de preconceito.
E desta forma não se promove nem os direitos das mulheres, e nem a justiça, porque onde existe preconceito e hipocrisia, nunca nunca existirá justiça.
Sobre tudo isto, eu só lamento a oportunidade que a digníssima doutora teve, de se calar e não proferir impropérios vergonhosos como este texto.
Meus pêsames!!!
Salam! DA (RADIONETNEWS)


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